Nota de repúdio contra a ação policial em Goiânia

No dia 28 de maio a polícia militar de Goiás mostrou mais uma vez seu caráter extremamente violento e abusivo, desta vez as vítimas foram os manifestantes contra o aumento da tarifa do ônibus na cidade de Goiânia. É visível a criminalização que o movimento vem sofrendo por meio da mídia e da polícia, prática recorrente com os movimentos sociais.

Pode-se perceber por meio de vídeos e relatos que desde o primeiro ato a polícia nega o diálogo e coloca uma grande contingente de policiais na rua, inclusive tropa de choque e cavalaria. Este era o quarto ato organizado pela Frente Contra o Aumento, sendo que no segundo ato também houve uma intervenção truculenta da polícia.

Desde o inicio a polícia mostrara que não estava para diálogo. Já esperava os manifestantes no terminal da Bíblia em Goiânia, que era o local onde o ato ia se encerrar. Pelos vídeos e fotos é perceptível o número absurdo de policiais, completamente desproporcional ao número de manifestantes. Além disto, desde a segunda manifestação os manifestantes já denunciavam a grande quantidade de policiais à paisana que acompanhavam o ato, filmando o rosto das pessoas, um claro resquício da ditadura.

Nada justifica a ação criminosa da polícia, que fez uso de spray de pimenta, gás lacrimogêneo e bala de borracha. Agrediram inúmeras pessoas com cassetete e ainda perseguiram os manifestantes com a cavalaria. Além disso, prenderam 18 pessoas, dentre elas menores. Há ainda inúmeros relatos de pessoas que foram agredidas em momentos posteriores ao ato.

Como se não bastasse o show de horrores já protagonizado pela polícia, eles ainda cercarem @s manifestantes na Faculdade de Direito, afim de amedronta-l@s e intimidá-l@s.

A luta pelo transporte é uma luta legítima e necessária, que diz respeito ao direito a cidade. O transporte não deve ser tratado como mercadoria e não se justifica os lucros cada vez maiores dos empresários em custo do suor dos trabalhadores. Ações do poder público devem ser tomadas diante dessas ações criminosas da Polícia Militar de Goiás, que vem se mostrando uma das polícias mais violentas do país, para que novos acontecimentos do gênero não se repitam.

A luta contra o aumento da tarifa deve prosseguir, afim de garantir um transporte de qualidade e o direito a cidade aos trabalhadores e estudantes. Por fim, ressaltamos nosso total repúdio às ações da Polícia Militar do Estado de Goiás, assim como nosso apoio à frente contra o aumento da tarifa,

que a luta prossiga e caia a tarifa!

Coordenação Nacional de Estudantes de Psicologia

Entidades que assinam:

Centro Acadêmico de Psicologia Metodista Mariantonia Chippari – CAPMMC
Conselho Regional de Estudantes de Psicologia do Estado de São Paulo – COREP-SP
Centro Acadêmico Claudio Peixoto de Psicologia da Universidade Severino Sombra – CACP
Centro Acadêmico de Psicologia da Universidade Federal de Goiânia – CAPsi UFG
Centro Acadêmico de Psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso – CAPsi UFMT
Sindicado dos Psicólogos de Pernambuco – PSICOSIND PE
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