Nota de repúdio à violência policial e à Administração Superior da UFMT

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No dia 6 de março, em torno de 50 estudantes da UFMT saíram às ruas para protestar contra o fechamento de cinco casas estudantis. A manifestação parou parte da Avenida Fernando Corrêa, em frente a universidade, e caminharia até a reitoria. Porém, após 30 minutos do fechamento da avenida, o grupo encontrou reação totalmente inesperada. A polícia, com a força tática (ROTAM), reprimiu de forma truculenta a manifestação pacífica, utilizando de grande violência. A ROTAM, sem qualquer tentativa de diálogo, atirou com bala de borracha nos estudantes, ferindo diversos. Seis estudantes foram presos e sofreram novas agressões na delegacia. Os advogados enviados pela Adufmat (Sindicatos dos professores), ao pressionarem para adentrar na delegacia e acompanhar os estudantes presos, foram também detidos. Os estudantes só foram liberados na madrugada do dia 7, com muita pressão dos estudantes que ocupavam o prédio da reitoria e protestavam em frente à delegacia.

Hoje, a UFMT atende apenas 1% do total de estudantes e está retirando 50 vagas de casas de estudantes, o que significa a retirada de 40% de vagas oferecidas. A Reitoria, sem qualquer dialogo anterior, anunciou que as casas que são alugadas pela universidade terão seus contratos cancelados, sendo os atuais moradores retirados da casa. Essa atitude apenas reforça o caráter autoritário dessa administração, demonstrado em tantas outras vezes, como nas atuais obras de um novo centro cultural privado na UFMT. A assistência estudantil, já tão escassa na UFMT, sendo uma pauta histórica do movimento estudantil nacionalmente, sofre agora grandes perdas, além das perdas que já vem sofrendo com a implementação do REUNI nas universidades federais.

No dia 7 de março, ocorreu uma plenária estudantil, com mais de 300 estudantes, em resposta aos acontecimentos do dia anterior. Dessa plenária se encaminhou um ato que aglutinou cerca de 800 estudantes, que voltaram a fechar a Avenida Fernando Corrêa, palco da violência policial, por alguns minutos e seguiram pela Avenida Alziro Zarur, paralela à UFMT e caminharam até o prédio da Reitoria. Desde o dia 7, os estudantes estão ocupando o prédio da reitoria da UFMT, lutando pela não retirada das 50 vagas de moradia estudantil, além da ampliação das políticas de assistência estudantil, pois se compreende que não é apenas a ampliação do acesso à universidade que garante uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade.

A Coordenação Nacional dos Estudantes de Psicologia repudia a violência sofrida pelos estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso e também ao posicionamento antidemocrático da Administração Superior, de descaso e falta de diálogo, em relação à pauta histórica do movimento estudantil – Ampliação da Assistência Estudantil. Compreendemos que este posicionamento em relação à ampliação da assistência estudantil tem sido uma atitude comum nacionalmente, visto a posição do atual governo frente ao investimento na educação, podendo ser notado a partir da análise da contínua implantação (desde o governo Lula) fragmentada de políticas que visam à privatização e sucateamento da educação pública, tendo como exemplo todas as demandas que surgiram após a precipitada e antidemocrática implantação do REUNI.

Todo apoio às e aos estudantes da UFMT que lutam por essa pauta histórica e hoje ocupam a reitoria!

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